Felizes aqueles que nunca tiveram que fazer tal coisa: Redação “O Que Eu Fiz Nas Férias”. Era a primeira coisa. Primeira tarefa do ano letivo. Depois da constrangedora apresentação, caso fosse com um professor novo. “Então, turma, falem de vocês. Digam seu nome, matéria favorita…”, depois de devidamente apresentados, a redação. Meu maior problema, sempre, é que eu raramente tinha feito algo de interessante nas férias. No entanto, apenas a título de informação, aqui está, o que eu fiz de Dezembro de 2011 a Fevereiro de 2012, em nenhuma ordem particular:
Nessas férias, eu, entre outras coisas, cantei What’s Up, do 4 Non-Blondes, tomei café, escrevi. Mais especificamente, no ramo de coisas que eu não costumo fazer em outras épocas do ano, fiz o Projeto Verão mais bem-sucedido da minha vida (começando em Outubro, dá tempo), suei feito um porco, tomei banho de mar. Cantei What’s Up no Beto Carreiro. Mais especificamente, cantei What’s Up nas montanhas-russas do Beto Carreiro! E na Torre do Terror… E na Big Tower… e nas filas pra esses brinquedos… Fiquei mais enjoado nas xícaras malucas do que em qualquer um desses…
Cuidei de crianças de cinco anos de idade… Só que tinha 22 e 20 anos de idade…
Virei o Grinch no natal, fui alvo dos foguetes de uma velha doida piromaníaca nas dunas do Cassino no Ano-Novo. Não peguei pneumonia no Ano-Novo. Não fiz novos amigos. Conheci velhos amigos. Li Coisas Frágeis, volume dois, do Neil Gaiman. Ganhei um livro do Carl Sagan, outro do Bill Bryson.
Estive com amigos.
Estive com familiares.
Fiz o melhor pesto da minha vida! E não ficou muito bom…
Fui xingado por um chef profissional por ter usado os ingredientes errados no meu pesto.
Tomei meus bons drink. Aliás, nesse verão eu decidi fazer algo diferente…
Vi coisas que eu achei que seriam duradouras se desfazerem. Vi coisas que eu esperava que fossem embora garantir que ficariam…
Aprendi muito sobre braille. Esqueci tudo. Botei as fofocas em dia cazamiga.
Fui bem atendido numa filial da Croasonho. Bebi, dancei, fiz comida, não no mesmo ambiente.
Fiquei sem saber como voltar pra casa numa cidade estranha de madrugada.
Comprei um chapéu novo.
Planejei tudo sobre o blog pro ano todo. Isso se provou bastante inútil.
Recebi excelentes noticias de uns membros da família, me preocupei com a saúde de outros.
Tive que fingir não perder a calma em momentos de tensão. Acho que falhei miseravelmente, ou pelo menos destruí um molho de macarrão no processo.
Descobri que gosto de lentilha.
Descobri que eu só de smoking e samba-canção não sou a pior visão da terra. Tá, talvez isso não seja verdade.
Descobri um novo jeito de caminhar.
Comi comida árabe, comi comida japonesa, escrevi em italiano, pensei em inglês, falei em português. Me stressei com o sistema rodoviário de uma cidade inteira. Peguei um avião. Quase perdi outro.
Fiquei cinco dias sem tomar café. Cinco dias! Minha cabeça quase explodiu!
Descobri os prazeres de um gel pós-sol quando você está com a pele queimada.
Enfim, fiz coisas mundanas. E não foram as melhores férias do mundo. Em certos momentos, foram as piores. Mesmo assim, melhores que o início das aulas… E, mesmo que eu goste do blog, é sempre bom ter um tempo pra respirar…